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15 de abril de 2026

BEIRA




BEIRA


Era uma beira

Nela, perdi a estribeira

E cavalguei ao léu

Na beira da cama

Ao olhar-me entrado em ti

Sem o véu

De quem há pouco era dama,

E agora é  mulher sem porvir


Teus caminhos, caminho

Segredo que se revela para mim

Tomo, invado domino

Prazer como destino 

Um caminho sem fim.


Então, num instante, tudo parece parar

Amar, tocar, voar

E assim, os olhos se calam 

Para nos tornamos sentidos

Silêncio: pedidos, gemidos

Até o tempo "desparar"

Magnus 15/04/2026


(na beira de uma cama, eu a puxo, ela deitada, eu em pé, então tudo acontece)




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