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1 de outubro de 2024

CORALINANDO (intimismo)


 


CORALINANDO (intimismo)


Sou daqui, de um vilarejo suburbano

Criado na rua e no quintal 

Menino de jogar bola no campão

Brincar de dardo, malha e rolimã

Carrinho de lata, esconde-esconde

Pega-pega e escorregar no barranco

E entre coisa e outra, um livro

E brincar com o pensamento

Que virava palavra para dizer

O que a timidez impedia 


Eu era dois ou três personagens de mim mesmo

Moleque de subir no telhado, correr de bicicleta

Brincar até cansar, sem hora para comer

Sem hora para entrar (em casa)

Até a mãe chamar, até a mãe gritar, até o pai mandar

Aluno dedicado, nos números e nas letras

Quase sempre bem passado, cada ano, cada tempo

Na solidão, conversava com o pensamento

Desde tenro, era com a caneta e o papel que me confidenciava

Encantos infantis, temores de noites intermináveis, 

Sensação de que o tempo fluiria veloz feito raio

Tudo virava palavra e pensamento por onde eu podia viajar

Entre o que era, o que não era real e o que eu quisesse sonhar.


Assim como Coralina

Tornei meus escritos, companheiros

Relatos de uma vida,

Sonhos verdadeiros,

Outros, passageiros  como aqueles tempos ... 

De repente, não sou diferente dela

As escritas coadjuvaram minha história

Diante do protagonismo das necessidades.


Magnus 01/10/2024


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