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20 de setembro de 2015

RAPTO


RAPTO

Há que ser um delito
A merecer resistência
Daquela que se resiste sem querer
Hei de ser furtivo e ardiloso
No ato de te prender

Daí, raptada estará
Ao sabor do meu prazer
Entregue como presa,
Vítima e prisioneira
A mercê de tudo
Que eu possa querer.

Teu corpo despido
Jogado na cama
Para ser usado
Tomado
Invadido

Roupas rasgadas
Jogadas no chão
Testemunhas de meu crime
E de tua submissão.

Magnus 20/09/2015

LUA CRESCENTE


LUA CRESCENTE

Era assim:
Uma noite qualquer
Para terminar o dia
Lua crescente
Inverno, 25 graus
Linda e ... vazia.

De repente,
Lua crescente
Te vejo iluminando
A noite, como luz do dia
Esvaziando a noite vazia
Noite crescente
(como a lua)

No pensamento, a gente,
A noite cheia
E a lua crescente.

Magnus 20/09/2015

18 de setembro de 2015

TODO ADEUS DÓI



TODO ADEUS DÓI
por Magnus Quandt de Freitas

Todo adeus dói
Porque se vai
Antes do tempo de ir
Toda saudade corrói
Porque é uma ausência
Sem porvir.

Sou sempre um pouco chegada
E outro pouco partida
Sou às vezes um oi
Que chega sem se notar
Um alguém que vai ficando
Sem se notar
Até que sou este adeus
Que nunca quis dar.

Todo adeus dói
Dói em quem fica
Dói em quem vai
Todos somos um dia
Este adeus
De quem sai
Quando o show acaba
E a cortina cai.

18/09/2015

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