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3 de março de 2018

ALZHEIMER


ALZHEIMER

Queria que não fosse
Mas você foi não indo
Na nave de teu ser
Dirigindo?
Quem dirige você?

Ainda te vejo
Sem te ver
Ainda te beijo
Mas não beijo você.

Tua alma habita
O ventre de teu ser
Mas a minha, aflita
Alma, não encontra você.

Posso te ouvir
Sem entender
Posso te ver
Sem reconhecer
Eis, verdadeiramente
Esta tua presença ausente

Quero te ouvir dizer
Um conselho, um bronquear 
Um benquerer
Quero apenas encontrar 
Algo aí que ainda seja de você

Ida sem volta
Nesta estrada
Que não se escolhe ir
Você caminha
Sozinha
E nós tentamos te seguir.

Magnus
03/03/2018







Um comentário:

  1. Parabéns pelo poema, traduziu de uma forma leve a DA!
    Uma doença que vai nos levando aos poucos e apagando todas as nossas lindas e doces memórias...
    abraço

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